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quarta-feira, 22 de maio de 2013

[Ciência] Há de fato uma origem?

São tantas as teorias que tentam decifrar onde está e como foi de fato a origem do universo, em que circunstâncias tudo surgiu, quais as variáveis envolvidas em todo o processo. Ainda existem muitas e muitas dúvidas sobre o que provocou o nascimento dos planetas, estrelas, suas galáxias e outros corpos celestes.

Na Terra, a natureza nos mostra que todas as substâncias são resultado de transformações de outras substâncias, sem exceção. Desde o princípio da vida do planeta, ele constantemente altera a si mesmo, criando complexas estruturas a partir de outras estruturas. É este o fundamento por trás da Lei da Conservação de Massas, de Lavoisier: nada se cria, tudo se transforma.

 


A teoria mais aceita, é a de que o universo se originou de uma grande massa de matéria primitiva, quente e densa, que se resfriou e se expandiu, liberando a energia necessária para se expandir e se reorganizar, muito tempo depois, na maneira como o conhecemos hoje. De acordo com a teoria do Big Bang, o universo continua se expandindo constantemente, como uma bexiga sendo inflada infinitamente. Não sabemos ainda se o universo possui uma extensão definida, nem se há de fato um espaço finito para isso.


Mas a questão é: e a massa quente e densa da qual tudo surgiu, de onde veio? E porque uma suposta explosão teria sido a ignição necessária para o processo? Se a lei de Lavoisier se aplicar a toda forma de matéria, então há também a possibilidade de o universo sempre ter existido, diferindo em seus diversos períodos apenas em seu estado.

Aplicando esta lei a este pensamento, podemos julgar que o universo sempre esteve presente, em uma dada extensão fixa ou não, tendo se transformado conforme o passar do tempo ao invés de se expandir, como propõe a teoria do Big Bang.

É comprovado cientificamente: não há como destruir ou criar matéria, ela sempre esteve lá, alterando seu estado e se reorganizando de acordo com as forças que atuam sobre ela. O que a teoria propõe, é que alguma coisa deu origem a toda a matéria existente no universo, mas o mais lógico é que a matéria é onipresente e simplesmente se alterou para formar o que chamamos de universo e tudo o que há nele.

Se a conservação de massas é válida em escala planetária, por que não seria em escala galáctica, ou ainda em escala universal?

É um bom ponto de partida para começarmos a questionar a idéia de que um dia não existia nada, no outro havia tudo.

terça-feira, 21 de maio de 2013

[Reflexão] Não tenho tempo pra isso!


Uma das maiores ambições do ser humano é aprender a resistir ao tempo, reverter suas consequências, e superar a influência que os diversos ciclos finitos de nossas vidas produzem na nossa essência.

Muitas esperanças são colocadas em cima de invenções como a máquina do tempo, de H. G. Wells, e muito se espera pelas possibilidades de uma inovação tecnológica deste nível. Poder retornar ao passado, e voltar a viver os melhores dias de nossas vidas, com os nossos entes queridos que já se foram no futuro e com corpo e mente jovens e novamente prontos para uma volta às origens, estas são algumas razões que guiam o homem a lutar contra o tempo.

A imortalidade sempre foi muito cultuada por todas as raças humanas no planeta, com religiões e deuses antropomórficos representando a vida após a morte numa analogia semelhante à busca pela vida eterna no plano terreno. A Ciência se esforça muito para, pelo menos, tentar retardar os efeitos do tempo sobre o corpo humano, tentando elevar nossas expectativas de vida à exaustão, inclusive estudando a possibilidade da conservação de corpos vivos em câmaras gélidas, para que assim possam resistir a desastres naturais e/ou artificiais. É uma ambição que se reflete na cultura popular: filmes, livros, jogos...todos tentam apresentar abordagens de futuros distantes onde a humanidade aprendeu a ignorar o tempo.

Implantes mecânicos, com duralibilidades maiores e maior possibilidade de substituição, mecanização da carne...uma idéia muito discutida nas obras de ficção, onde humanos se tornam máquinas para se constituirem como seres virtualmente imortais. Imunidade, ou pelo menos uma maior resistência, aos danos causados pelos nossos "predadores" mais perigosos, os vírus, é também um tema frequentemente pesquisado.

E tudo isso, para quê? Para nos distanciar do fim de todas as coisas, travando uma batalha interminável contra uma variável absoluta que nunca, pelo menos em teoria, pode ser contrariada: o tempo. Tudo tem o seu tempo de existência. Momentos e vidas são espaços de tempo de tamanhos diferentes, mas que seguem a mesma regra: cada segundo é valioso e único.

Não vejo muito nexo nessa tal "luta contra o tempo", sendo que o tempo existe para ser aproveitado, não como um motivo para lutar. Somos apresentados a instantes únicos em nossas vidas, e não adianta tentar competir contra o tempo pra poder recobrar a chance de usufruir do que já passou e, portanto, não tem mais valor.

Temos capacidade suficiente para armazenar memórias de longos períodos de nossas existência, e por isso essa luta incessante contra o tempo não tem muito fundamento. Ciclos devem iniciar, progredir, e então terminar. Negar a existência do tempo é romper o sentido de um ciclo. A vida surgiu a partir de um ciclo, as variações climáticas surgiram a partir de um ciclo, a humanidade passa por um ciclo para atingir sua plenitude.

Eu sinceramente não sei se a sensação de voltar a viver os momentos mais felizes de minha infância seria tão boa hoje como foi no passado. Ou que voltar a ter perto de mim os entes queridos que me deixaram me deixaria feliz. Ou então que eu pudesse ter as mesmas chances que tive no passado, e pudesse aprovetá-las melhor. Claro que seria bom poder ter tudo isso de volta, mas isso tudo teria o mesmo valor, lhe daria o mesmo prazer?

Acredito que vivemos para reciclar o passado, e, baseado nisso, construir o futuro, usando assim o tempo a nosso favor. Uma vida longa, ou uma vida sem fim, ou a oportunidade de reviver o passado, nos daria muito mais prazer do que nossa simplória, limitada e estática vida de hoje pode nos dar? Eu tenho minhas dúvidas...